Um blog da diáspora blasée


25.5.07

Dois



PS - Favor atentar nas capas. Aí são mais feias, não são? São sempre.

"Friozinho"

Ontem, 18 graus no Rio, dia mais frio do ano, que horror, que horror, a minha filha pede umas luvas no caminho para o colégio. Eu vou de botas até ao joelho. Vou ter que usar a expressão proíbida: Que maravilha.

Vizinhos

Segundo coluna de Ancelmo Gois, hoje no Globo, "Mário Soares está a procura de um apartamento de frente para o mar para comprar no Rio."

23.5.07

22.5.07

cotovelos

Quando conseguir falar sobre este disco dou-me alta. Por agora continuarei nas bolas fora, ou à trave. Ou ao pau, como por aqui se diz.

21.5.07

Gol 1000


Marcou de penalty, quando já ninguém aguentava a saga do milésimo gol. Depois o jogo ficou interrompido, inacreditavelmente, por 15 minutos. Veio a mãe, o pai, os quinze filhos, a mulher (martirizada sob o stress do milésimo, que não entrava). Vieram as lágrimas do baixinho, secas pelos policiais deslocados para o proteger, o olhar agradecido ao papai do céu.
Veio o charuto corrupto do presidente do Vasco, condenado a dez anos de prisão, mas por ora a festejar ali. A bola do jogo oferecida, pelo egotrip, ao filho, Romarinho. Um show de desprezo pelos outros jogadores que ficaram a apanhar bonés, um cheiro de churrasco comemorativo no ar, decididamente ao som de Zeca Pagodinho.
E o juiz? cadê o juiz? A dar um tempo, ora pois.
Pior infantilidade, só se tivesse o Galvão Bueno para chorar também.
Mas pronto, já está.
Há dias em que estes gajos só mesmo encostados a uma parede.

20.5.07

Faltava cá esta e



além disso comecei a ser convidada para segundos casamentos de amigos.

18.5.07

Um homem de bom gosto



Diogo Mainardi jantando no Zaza Bistrô, em Ipanema. No cardápio havia espetinho de lula. Faz sentido.

17.5.07

me myself and i

Eu sou daquelas mulheres que não acha piada à PJ Harvey e odeia o cabelo lambuzadinho da Bjork. Esta cretina afirmação será mesmo a que melhor me define, de momento.

16.5.07

Música para bicicleta e Dois Irmãos em fundo

Do gosto de perder apostas

"Não falo de saudades, que nunca fui homem de fado e/ou touros. Sempre entendi que as relações não se medem pelas saudades e que estas só baralham as contas.
Do que falo é de completude, sabes?"

15.5.07

Bad Hair Day

Hoje a coisa está dar para o torto. O cabelo de manhã não ficou bom, saí já de casa irritada com a cena, nem com secador, porcaria de trópicos. Mas como se não bastasse, lembrei-me de ir, a correr, ao banco tirar um extrato de conta. Coisa que nunca faço. Jamais.
Que nem mulher maluca tirei a caneta da mala e abanquei por lá, óculos na ponta do nariz, que agora aconteceu-me isto de não ver bem ao pé e comecei a checar.
Ok, com o gás, Ok a Light, as escolas estão cá, o celular foi baixíssimo, maravilha! Até aquela malfadada linha, no dia errado (remember bad hair), na hora errada mas no local certo (talvez se me tivessem feito refém de algum assalto o episódio não tivesse ido ao ar, mas não).

Então foi por isto que não me podias atender o telefone! No cinema, han, com uma qualquer, não foi? Ai não foi? Ai, não? Vocês são todos iguais é o que é. Então o que é esta merda aqui do Ingresso Fácil? Eu?Eu? Os bilhetes para o Flamengo? Eu? Ah, pois foi...

Nem sei que vos diga, amigos, amigas, pessoas esperançosas em mim, nos meus dotes culinários, nos meus dotes físicos, na minha capacidade de ultrapassar certas pendências menores.
Queridos, desliguei o telefone e agora estou para aqui, sem saber como sair desta e com uma borbulha daquelas brancas, no queixo, que por certo, não facilitará o processo das pazes.
Como diria um amigo meu: "O meu blog é bastante melhor do que eu".

14.5.07

Freedom

12.5.07

Açucar Brasileiro

"Pau no nome". Cliquem na notícia, fica mais fácil entender a problemática.

11.5.07

Da arte de falar sozinha

Ataúlfo de Paiva abaixo exatamente assim vestida, claro, e com este mesmo olhar. Mas da boquinha só lhe saíam alarvidades da escola do Mercado de Matosinhos, note-se que não eram coisinhas à Mercado da Ribeira, eram mesmo alarvidades tripeiras. Quando entrou na Osklen já estava recomposta, apaziguada pela visão de FJV, o cheiro da loja e os trapinhos lá dentro. Como é que é? Não há mal que sempre dure nem o quê?

É por isto que sou tão (era cativante?)

Estávamos, portanto, no reino das rôlas, quando aprendi que as casas têm cheiros diferentes e que certa pobreza me era muito atraente. Depois naquela casa e na de meus avós, em Vila Viçosa, vi coisas muito mais interessantes do que bonecas. Acabei por nunca beijar o rapaz das rôlas (se é isso que estão a pensar), mas fartei-me de beijar a minha prima F. enquanto brincávamos aos pais e às mães e aos médicos. Sem dúvida é por isso que hoje beijo bem.
Quando nasceu meu irmão mudámo-nos, e a partir daí passei a fantasiar sobre ciganos. A rua era rodeada de acampamentos de homens assustadores que só fizeram por atrasar a minha iniciação sexual ( ninguém precisa saber exatamente porquê, meus caros ).
Mas em frente. Lá voltei a ficar ao lado de uma Frutaria Silva e também de uma Pastelaria de que (ainda) não direi o nome porque nesta história ela será personagem importante e pode induzir em erro sobre minha personalidade.
Pararemos por aqui, porque hoje estou a ouvir João Gilberto pressentindo a Lisboa que por aí vem. E músicas com letras deste calibre não concentram. Desiquilibram.

Desafinado

Querida Tiago,

"É que no peito dos desafinados no fundo do peito dos desafinados também bate um coração."

9.5.07

Momento (muito) Bebel Gilberto



Após ver o vídeo várias vezes, pude verificar, com alguma pena, como a Bebel é um bocado pirosa. Para quê aquelas mulheres e o que são aqueles homens e o champanhe e o vestido? Bem, não, do vestido gostei. Gostei mesmo muito. Mas do que gosto mais é de pensar que ela caga de alto para se eu acho, ou não, que o vestido é piroso, os maneios dela são desproporcionados ou qualquer outra coisa. O que me mata é aquele ar "what you see is what you get" sou filha de João.

E a quem interesse e a quem não interesse (o que estás aqui a fazer?), também posso ser vista muitas vezes na Pizzaria Guanabara, a empanturrar-me de pizzas medonhas, chopps geladíssimos e em chinelos, que isto aqui não é Lisboa, nem as pessoas se reconhecem socialmente pelos sapatos, dado estarem quase sempre bastante despidas o que é bastante agradável e torna o convívio mais salutar. Eu hoje não sei o que tenho que não páro de escrever. A música, como sempre é boa. E tem letras.

É por isto que sou tão "envolvente"

Minha avó materna nunca trabalhou e adorava ler as Selecções do Readers Digest. Casou com Zé Espiga, negociante de azeite, em Vila Viçosa. Tiveram duas filhas. Minha Mãe e minha Tia, que mandaram estudar para colégio de freiras em Lisboa. Em Lisboa minha mãe conheceu meu pai, num prédio cor-de-rosa na Alameda. Meu pai - filho querido de Luísa, nascida na Golegã que atravessava Lisboa inteira a pé, antes de se casar, para ir a casa das senhoras finas provar os chapéus que lhes fazia e de Eugénio Marques, o Severo - estudava no Liceu Camões, na altura em que minha mãe estava nas freiras.
Meu avô trabalhava na TAP, era director e isto tinha muita importância porque foi assim que levou minha avó a Paris às Follies Bergere. Meus pais casaram na Igreja S. João de Deus, em Lisboa, após nove anos de namoro, desculpem-me o eufemismo, mas é porque falo deles - em estado de pureza total. Foram passar a lua-de-mel à Madeira e voltaram para o apartamento na Rua do Uruguai, a Benfica, ao lado da Pastelaria Carripana e da Frutaria do Sr. Silva. Talvez inspirados pelo ambiente classe média da Estrada de Benfica, fizeram-me. Passei a ficar muitas vezes em casa da porteira Lili, cujo filho gostava de criar rôlas num puxadinho do prédio...

A minha Nice

Leio na crónica de Artur Xexéo, no Globo que um dos motivos pelos quais Roberto Carlos não queria a sua biografia à venda teria a ver com o facto de sempre se ter preocupado com a sua imagem. Por tal motivo escondeu não ter um pedaço de perna, como terá escondido, dos fãs durante anos, o facto da sua primeira namorada Nice ser "desquitada".
Junto-me às carpideiras e neste caso da censura ao livro que tentou e conseguiu, tenho imensa vontade de lhe chamar umas porcarias, (note-se que não tantas porcarias quanto os que chamo ao Dr. Eduardo Sá). Mas e há sempre um mas, meu caro J. acabo por não o fazer, cada vez mais indisponível para o(s) julgamento(s) sumário(s) da(s) vida(s) alheia(s). Não porque fiquei boazinha de repente - de tanto ouvir as prelecções do Sr. Dr. mais fofinho do mundo - mas mais por estabelecer paralelos primários (os únicos de que sou capaz) do género, que grande maçada se um dia todos soubessem que namorei o filho do polícia da esquadra de Benfica. Ou mesmo, que as maminhas que enlouqueceram Lisboa são umas coisitas de silicone com mais ou menos 160ml.

7.5.07

empalar

Queria dizer alguma coisa sobre o Dr. Eduardo Sá mas infelizmente, há muito que deixei de ser uma menina má.

6.5.07

4.5.07

Música para bicicleta e dois irmãos ao fundo e é já

Exílio

Isto, visto daqui, a esta hora da matina, com a merda do barulho do mar a entrar-me pelos ouvidos, dá saudades. Mas e depois, depois meu Deus, há as pessoas. O que, no momento actual, é uma pena. E não estou a referir-me ao Sr. Presidente da Câmara de Lisboa.

pintura de Diogo Freitas da Costa

2.5.07

Tristes Trópicos

Reconheço que não saber nada de Ségolène Royal é absolutamente humilhante, sobretudo porque sei tudo sobre Evo Morales, ou aquele outro palhaço, o Hugo Chavez.

1.5.07

"She reads Simone de Beauvoir"

Quero uma máquina de lavar a louça.

Cenas da vida Conjugal n°38

- Já pensaste no que me vais dar no Dia da Mãe?
- Não. Tu não és minha mãe.

Cenas da vida conjugal n°37

"O que interessa não é o dinheiro, a pila, se é ou não giro. O que interessa é a visão que um gajo tem."

Revival

Ela está na moda outra vez. Biografia reeditada pela Ediouro. Um livro para um fim-de-semana. A ler numa rede, à sombra, uma aragem e o mar em fundo, se possível.

Como resistir?