Um blog da diáspora blasée
20.2.08
Sobre gostar de cabeludos
19.2.08
Neuzinha
Neuzinha era de Vila Isabel, terra de Martinho da Vila e Martnália. Aos doze menstruou e tinha dois caroços nas maminhas que prometiam já tudo o que viriam a ser, mesmo sem litros de silicone. De portuga só conhecia seu Antônio da Padaria, de bigode e mal lavado. Por isso tanto se espantou no dia em que lhe disseram que o doutor lá, era assim uma espécie de portuga. Espécie, porque em nada lembrava os patrícios. Muito lindo e bem posto e atencioso e com uma aliança enorme no anelar da mão esquerda.
Nessa altura Neuzinha ainda ficava com um lutador de jiu-jitsu, de braços de Popeye e cabeça de pitboy, que respondia pelo nome de Bruninho e jamais lhe daria condição. Apesar disso chorava muito por ele e foi num desses choros que Miguel a consolou, concentrando-se nas lágrimas e bundas de Neuzinha. Que Neuzinha era uma só, mas parecia muitas, muitas, muitas.
Cavalos e cenouras
18.2.08
16.2.08
15.2.08
"Excessivo na escrita"
13.2.08
gostar de apanhar
Parva: Porque deixei de me policiar.
Dr. Zieger: Deixou de se policiar?
Parva: Sim. Passei a não ter medo de dizer sanita, em vez de retrete. Ou prenda, em vez de presente.
Dr. Zieger: Nessas alturas você se achava uma cagada?
Parva: Uma perfeita cagada.
12.2.08
JABOR
Mais à frente....
"Hillary não é sexy, tinha apelido de Miss Frigidaire na faculdade. E a imagem de sexo que ela evoca é a Mônica. enquanto Bill vai atrás, marcando como um príncipe consorte, reparando a traição. É impossível vê-la sem pensar na "outra". Mas isso dá ibope entre as mal amadas, tantas na América."
Arnaldo Jabor (na crónica de hoje do Globo, procurem o link), que deveria estar casado com a Mónica Belluci, em vez do Vincent Cassel. Um dia ela entenderá.
10.2.08
Futvolei
9.2.08
Monica o feijão e o carnaval

Eu adoro a Monica Belluci, o Vincent Cassel parece saído do banlieue, mas é sabido que as gajas giras vão sempre buscar uns fulanos que não lembram ao menino jesus. Isso também o Zieger já me explicou. Eu não sou uma gaja gira, já não tenho idade, há roupas que já não posso vestir e coisas assim, mas só gosto de homens menos grunhos que o Cassel. Este post sou eu muito puta que hoje também me apetece, cheguei ao Rio e assim e por acaso estava um dia lindo, tudo a correr bem. O problema é que me pediram uma resenha curricular e dei dois erros, doissss e só vi quando mandei o mail, o mal já feito e eu a olhar para aquilo, acho que há poucas coisas piores, uma merda. Desculpei-me com o jet-lag, mas o erro ortográfico era daqueles que blrrrrr. Hei-de falar disto ao Dr. Zieger, sabe Dr. é como se estivesse nuinha em pelota, de cada vez que acontece isto dos erros ortográficos, explique lá, que os acho pior que os de casting que também já os tive na vida e já viu bem como La Belluci também come feijão e tem dias em que o cabelo não fica bom e as orelhas parecem enormes?Portanto, só para saberem que voltei. Já cá estou. Essas coisas.
4.2.08
rapidinha
Impressões. Ainda sem saber porque gosto tanto de vir a Lisboa. Além dos motivos óbvios, amizades, o Lucca, pastéis de belém, douradas. Nove minutos. Sim e também é bom guiar o carro de vidro aberto e levantar dinheiro no meio da rua com um preto à espera, sem medo. A Paula Moura Pinheiro, também vale a pena. Mas ontem vi a Catarina Furtado num replay a entrevistar o próprio pai. Achei que isto tava tudo perdido. Ou não. Que a bandalha é tão grande - também aqui - que permite coisas engraçadas a quem queira. Enfim, dois minutos para a revisão do texto. Sinto-me quase bem. Precisava, no entanto de mais algum tempo para a ronda. A ronda. Um dia não vou precisar disto para nada. Mas nesse dia talvez não precise de nada. Um minuto. Falta-me o título.
1.2.08
28.1.08
23.1.08
Taxi driver
21.1.08
A ver se leio o Monte dos Vendavais
18.1.08
16.1.08
Maybe i´m the one with the red hair
Irrita-me a frase Eu tenho uma vida. Irrita-me, irrita-me mesmo. Mas deixo que a digas, pior deixo que ma digas. Pode ser que te faça sentir melhor. Ás vezes não acordamos todas assarapantadas? Eu que tenho acordares de monstra, sei o que isso é, percebo-te e lá onde falamos, para que me ajudes a manter a minha sanidade mental, escrevo: RISOS. Depois viro-me na cadeira, torço-me um bocadinho, esfrego os olhos - mais do que devia porque me enruga - e deixo-te um bocado a teclar pró boneco, agora vais ficar aí a teclar pró boneco, até que te canses. Invejo-te. Invejo a certeza que pões nas palavras, invejo aquele Eu tenho tão assertivo. Porque desde os tempos em que ouvia aqueles rapazes de Sagres, devia ter praí uns dezassete anos e em que te escrevia aquelas cartas com a caneta vermelha, que se me esvaiu a assertividade. Todos os anos um bocadinho e tanto, que ás vezes chego a gostar da vida que levo. E no entanto, ai ajuda-me lá como é que era? Beijos não se pedem, dão-se?Foto gentilmente cedida pelo Deus.
15.1.08
14.1.08
SushiLeblon Delivery

13.1.08
Prof. Alfredo Zieger
De cada vez que tal acontecia, e cada vez acontecia com mais freqüência, Marta sentia-se altamente perseguida e chegava a levar as coisas para o campo pessoal. Não sem alguma razão, que via ela agora, as relações com essas figuras sinistras que eram os editores, tinham cambiantes bastante nebulosos, quase pornográficos. Nada que ela não tivesse sempre imaginado, Sebastião havia sido por alguns anos assistente editorial e contara-lhe cenas mais ou menos picantes entre outros editores, ela estranhava porque nunca ele e algumas autoras ou candidatas a autoras, que perdiam a cabeça e os bons costumes só da possibilidade de se verem editadas.
Mas para Marta, pior que vir a ter que abrir as perninhas, era a sensação de que aquele homem sabia já mais dela e da sua incapacidade literária que qualquer outro, Miguel, Sebastião ou o próprio Professor Alfredo Zieger, psiquiatra renomado, a quem se habituara a mentir desvairadamente.
11.1.08
ora, ora...
10.1.08
Sebastian thinking
8.1.08
Padaria Rio-Lisboa
.jpg)
Tempo abafado, bifes com batatas fritas para o jantar. A ler O Romance Acabou, do Rubem Fonseca. Mas às vezes preciso de ler coisas anglo-saxónicas. Oiço Burt Bacharach, não escrevo a ponta de uma frase de jeito. O meu filho ganhou o tal celular. A padaria Rio-Lisboa continua suja imunda, que aqui não há Asaes. Lá, compro sempre um frango assado que costuma ser transportado a arrastar pelo chão. Quem quer também compra umas batatas calabresas, feitas na gordura que os frangos vão escorrendo enquanto assam na máquina. Um nojo, mas especialmente saborosas. Saiu no Globo que as praias estão todas impróprias. Muito coliforme fecal. Cócós a boiar. Achei o mar, hoje de manhã, especialmente caudaloso. Os putos surfaram toda a manhã. Voltei a correr. A cara da Marisa Letícia está igual à da Marta Suplicy. Pensei que podia estar grávida durante toda a semana passada, pensei nos nomes: Rosarinho, que era o nome da minha tia, ou Salvador já que me viria salvar de um descalabro eminente. Já ia a Lisboa, também. Era um pão na chapa e um cafezinho, Seu Zé, por favor.
6.1.08
Love Story
Apressemo-nos, que apesar destas deprimentes considerações, Sebastião continuava a querer estar com Marta, e cada vez mais e exatamente dessa outra maneira que todos sabemos qual é, e que nos fez rir à toa, dado o seu problema de expressão, causado mais por embaraço que por totozice, mas não sejamos nunca caridosos com Sebastião, que deitado, de pau duro numa cama e fodendo à bruta ou comendo-a como nunca ninguém, inspirava tudo menos caridade. Havia no entanto, um pequeno atenuante, Sebastião, o megalomaníaco, rabugento, arrogante, estava passadinho de todo, talvez apaixonado.

