Um blog da diáspora blasée
12.8.08
O despachante
11.8.08
Mercado Modelo à esquerda Elevador Lacerda ao meio e Carol Castro à direita

adenda: obrigada Miguel.
8.8.08
Easy
24.7.08
23.7.08
22.7.08
Ça va sans dire
ABV - Sympathy for the devil
21.7.08
20.7.08
18.7.08
A artista (Ah, ah,ahhhh! ), algures na Bahia, a tirar um curso de escrita criativa...
7.7.08
ABV – marca passo
4.7.08
ABV – a lista
2.7.08
ABV – por fim peladona em cima da cama King Size
ABV – pequena pausa para encher chouriços
1.7.08
ABV – intimidades
30.6.08
Aquela batida do violão (isto está quase uma novela)
Levantei o assento à minha vontade, girei a chave na ignição, liguei o ar condicionado, acendi o rádio e fiquei sintonizando-o calmamente, até encontrar uma música decente. Parei na JB FM imediatamente fulminada com a coincidência – atentem que tudo eu achava serem acasos e coincidências, sinais divinos para prosseguir no meu objetivo - de estar a tocar Retrato em branco e preto.
Aquela sensação boa que uma música de que gostamos muito pode provocar em nós, paradoxalmente de reconhecimento e de espanto, logo me atingiu, não como um soco, mas como um calor qualquer, vindo de algum lugar do cérebro que o Damásio saberia reconhecer, mas eu não. Recordei um Verão muito especifico, no Alentejo e uma paixoneta antiga que (achei) ainda não era bom lembrar.
29.6.08
Aquela batida do violão - após Joss Stone e pré Marina Lima
27.6.08
Aos leitores deste blog, todos bons negões
Dêem cabo dela. Deliciem-se. E também para algumas malucas, vá...
Aquela batida do violão II
26.6.08
Aquela batida do violão ou um plágio mais ou menos obscuro
24.6.08
Moleskine
18.6.08
O lenço do Buffon e a nova Livraria Guimarães
15.6.08
10.6.08
Aguardente de Cana, Providência
NÃO INTERESSA. Até porque odeio aquelas recensões críticas, ok, claro, também porque imediatamente após ler um qualquer já me esqueci e portanto seria incapaz de tamanho trabalho esquemático além de que não sou dada a excitações literárias. Ou gosto, ou não gosto. Ou me aquece ou nem me arrefece e até agradeço muito, que nem me expliquem porquê, que me tiraria a cena toda. Enfim que me deixem esquecer, ajudada por uma boa pinga. Menos um, ou dois, ou três. Taras. Não interessa. Manias. Mais ou menos enjoam-me exacerbamentos de quem quer saltar para alguma cueca gira e não tem melhor forma de o fazer – reconheço certa agressividade que tento camuflar adjetivando a cueca – mas vá, aqui dou apenas uso ao dedo, o dedo indicador direito que, vejo agora, loucura à solta, associação livre, como preferirem, também me serve para outras coisas, porque apesar de nauseada de letras me deu saudades de teclar. De blogar. De dizer Olá pá, sabiam que a Granta gosta do português do Brasil? E que eu dei 36 reais, após ler o primeiro parágrafo, imediatamente vidrada na tryp que o Arnaldo Jabor lá fez o favor de esparramar? Esparramar parece-me bem. Deve ter a ver com os velhinhos na capa. As minhas associações são as obviedades do costume. E então amanhã lá terei a bandeira à janela.Camões
3.6.08
Rua Farani
1.6.08
Vai pegando uma cor
QUERIA PROTEGER A CABEÇA, escapar dos altos e baixos que é a habituação ao escitalopram. A vida não tá mansa, não. Morrem-me pessoas à volta. Dizia Maria Madalena de Jesus, velhinha de 102 anos, ontem no Globo, O segredo da vida é viver. Vamos fundo na exigência. Fiz a rua toda no sentido inverso do mar – está frio na cidade – para chegar à Dias Ferreira, onde fica a livraria Argumento e sentar para tomar um chocolate quente, só porque a temperatura baixou aos vinte graus e faz um friozinho. Daí aproveito, bebo vinho, como fondis e calço as botas da Hera. Apesar do palavreado, da choraminguice declarada com que vos chateio e me chateio e tento sustentar as minhas fragilidades, ia com um fito. Claro. Mulheres sempre têm alguma coisa na cabeça. Queria comprar esse livrinho aí ao lado. O boca a boca é lixado, que era muito bom e tal, uma verdadeira viagem ao interior feminino – e o interior feminino é aquela complicação repelente que só interessa a malucos ou poetas – que havia amiguinhas até que preparavam chás e coisos e se deitavam em redes nas varandas, ou sentavam em poltronas especiais, em cantinhos especiais de suas casas, devorando com cuidadinho, sim, mas devorando, as páginas do dito cujo. Havia até as que se obrigavam a ler apenas cinco páginas por dia ou por noite, tudo para fazer tamanho prazer durar. E a Julia Roberts e as que eu mais gostava, aquelas que depois de terminado o calhamaço tinham abandonado a análise. Uma loucura. Cariocas loucas, malucas, raladas, tristes e tão lindas. Cariocas em ponto de bala.
Lamento dizer, mas o livro. Mas o livro. Ai, que me custa dizer, que agora sei como custa chegar ao fim de um coiso. Mas o livro, o livro, não faz nada, nem dá orgasmos e é uma merda. Não sei onde ando com a cabeça.
Adenda: dos intelectuais, ok? Dos intelectuais.


